Logotipo da Candidatura Ibérica ao Mundial 2018/2022

Publicado: Novembro 4, 2009 por marlenerlm em Artigo, Design Gráfico, Logotipo
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As federações de Futebol de Portugal e Espanha apresentaram passada quinta-feira o logótipo da candidatura conjunta à organização do Mundial de Futebol de 2018/2022.

O desenho inspirado na estética de Juan Miró e José de Guimarães, procura, tal como afirmou o director-geral da empresa que idealizou a imagem, a Euro RSCG Design & Arquitectura, Eugénio Chorão, ‘criar uma imagem moderna, contemporânea e apelativa que fizesse a fusão entre os dois países – por intermédio das suas bandeiras – através da paixão que os une pelo Futebol’.

O logótipo, escolhido entre um leque de cinco propostas apresentadas por empresas espanholas e portuguesas, e posteriormente aprovado pela FIFA, na minha opinião peca pela sua imaturidade e falta de profissionalismo, dando a sensação de tratar-se de um logotipo amador e algo simplista.

Mas ao pesquisar um pouco sobre a apresentação do logotipo, encontrei uma crítica bastante interessante no site logotipo.pt, que vou passar a citar.

‘Apesar da gritante e evidente falta de profissionalismo e nível gráfico, a ideia de juntar os dois países num símbolo parece-nos óbvia e acertada, as cores de igual modo são resultado natural desta junção de bandeiras, a forma circular está explicado pelo próprio contexto. (…) o logótipo vive de sobreposições, as “pinceladas” que os autores foram buscar aos pintores Juan Miró espanhol e José de Guimarães português, pares segundo a agência de design, ímpares a nosso ver quer a nível cronológico, quer a nível representativo.

Miró é uma referência mundial vastamente conhecida e estudada, um dos artistas mais importantes do século XX, José de Guimarães apesar de ser um artista inovador, original e estar no expoente máximo da pintura e escultura actual portuguesa, não chega a ser o ‘Miró Português’ e é aqui que a comparação entre os estilos de pintura entre estes dois óptimos artistas nos parece fortuita e pouco honesta, parece-nos ser um argumento arranjado para explicar o trabalho e não um argumento da sua geração.

Os criadores deste símbolo chegaram a um resultado que nos sugere a confusão visual e sem pregnância, a qualidade gráfica das “pinceladas” revela-se numa falta de veracidade e coerência em que umas pinceladas têm transparências e outras não, as pinceladas maiores que simbolizam a bandeira lusa tem a mesma forma, o que não é muito usual quando pintamos, uma vez que todas as pinceladas têm configurações diferentes. As partes do todo tornam-se simplesmente formas irregulares e dificilmente reconhecidas como elementos da obra dos pintores acima referenciados.

É uma tarefa muito difícil criar um bom logótipo com estas três cores pois são muito contrastantes e pouco harmoniosas, (…) neste caso as cores não foram combinadas da melhor forma nem nas proporções mais aconselháveis (…).

Em termos mais pragmáticos, o título (…) tem uma grande falta de legibilidade pois o branco sobre fundo amarelo é uma situação a evitar para texto, uma vez que são dois tons que se fundem e as letras perdem a forma. (…) As premissas do conceito para a criação do logótipo parecem-nos boas, mas o resultado é francamente aquém. (…)’

Claro que existem comentários positivos e outros mais negativos em relação a este logotipo, as opiniões divergem, mas deixo aqui uma questão a todos os que lerem este post, será memorável?

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