Trilogia de um Bom Web Design

Publicado: Setembro 17, 2009 por marlenerlm em Dicas, web design
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Para considerar-se como bom design, um projecto não precisa ter apenas boa aparência, e em nenhuma área essa afirmação é mais verdadeira do que no domínio do Web Design. Na verdade, faz mais sentido pensar o Web Design como sendo composto por três grandes componentes de carácter não técnico: a concepção estética, o design de informação e o design de interface. Se aspira a ser um excelente web designer é essencial que domine perfeitamente essa trilogia.

organigrama

[1] Concepção Estética

Na primeira componente do web design, a concepção estética ou ‘aesthetic design’ (ver organigrama em cima), o importante é que consiga projectar um site que tenha uma boa aparência e seja apelativo para os seus visitantes (afinal só dispõe de 5 segundos para convencer um visitante a permanecer no site). Mas para além disso, se um designer for bom a este nível, não só é capaz de desenhar um site que seja visualmente atraente, mas também é capaz de o conceber apropriadamente, ou seja, de forma a que corresponda na sua essência à sua mensagem e conteúdo.

Assim, um bom web designer não pode apenas limitar-se a cegamente seguir modas e tendências, muito pelo contrário, muito do seu sucesso deriva não só do facto de conseguir que a aparência do site esteja em consonância com a mensagen transmitida pelo mesmo.

Da trilogia do web design, a concepção estética é certamente o que a maioria das pessoas identifica como sendo o design, mas o certo é que é ela é, sem dúvida, uma componente incrivelmente difícil. Cada elemento inserido num website deve ter um objetivo específico, a perfeição de um website só se atinge quando não há nada a ser retirado e não quando não há nada mais a ser inserido.

[2] Design de Informação

Já o design de informação ou ‘information design’ (ver organigrama) caracteriza-se pela foma como a informação é organizada num website, pela sua estrutura, trata-se sobretudo de apresentar essa informação da melhor maneira possível, de modo que os seus utilizadores possam, eficaz e eficientemente, encontrar informação e assimilar o seu conteúdo. Em sites de grande dimensão, a simples localização de uma pequena informação torna-se num autêntico desafio, mas na generalidade dos sites (pequenos e grandes), o tratamento da informação é sempre um problema de design.

Um rápido exemplo para melhor percepcionar o que é o design de informação é a organização e formatação de um texto numa página. Por que as pessoas tendem a passar os olhos muito rapidamente pelo conteúdo de um site, é preferível organizá-lo com títulos e subtítulos, diagramas ou ganchos visuais, ou seja diferentes variações de estilo de forma a ‘prender’ o olho do usuário. Técnicas como estas tornam as informações presentes numa página muito mais fáceis de compreender.

Contudo, o design da informação não se limita ao que está presente numa única página, abrange também as estruturas que são utilizadas para reunir as diferentes peças do site, a organização e desenvolvimento de menus e submenus e a escolha do tipo de cruzamento existente entre as suas diferentes secções. Um web designer deve, assim, planear cuidadosamente a estrutura de um site, de forma que o usuário obtenha facilmente a informação ou serviço desejado.

Hoje em dia são inúmeras as formas que um site pode adquirir e a criatividade continua ser o grande diferencial na produção para web.

[3] Design de Interface

Entende-se por design de interface ou ‘interface design’ (ver organigrama), a organização e a composição gráfica da forma como um usuário pode interagir com um site. A compreensão desta componente fica mais fácil se atentar no significado da própria palavra ‘interface’, ou seja uma superfície de contacto, de tradução ou de articulação entre dois espaços, duas espécies, duas ordens de realidade diferentes (Pierre Lévy).

Ou seja, interface em web é o ponto de intersecção entre usuário e website, ou seja, menus, submenus, formulários e todas as outras maneiras em que um usuário pode interagir com um website.

Esta interação é feita geralmente através de um rato ou de um teclado com os quais o usuário é capaz de selecionar símbolos e manipulá-los de forma a obter algum resultado prático. As interfaces com os usuários podem ser baseadas em caracteres (texto), em menus ou em elementos visuais (ícones). Existem ainda as interfaces de software, denominadas de APIs ( Application Program Interfaces ou Interfaces de Programa Aplicativos), que não são mais que códigos e mensagens utilizadas pelos programas para comunicarem de forma transparente para o usuário.

Referência
PsdTuts

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