10+ Desejados Ícones de Moda
Fruto da dedicação e paixão dos seus criadores, de simples necessidades ou de meras encomendas de grandes clientes, vários produtos transformaram-se ao longo de várias décadas em verdadeiros ícones de moda, resistindo a tendências e ao inevitável conflito de gerações. Conheça agora a história de alguns dos produtos que ainda nos dias de hoje alimentam o desejo consumista da maioria das pessoas em redor do mundo e a forma como a comunicação impulsionou o seu sucesso.
Criada em 1982, a CALVIN KLEIN UNDERWEAR reinventou toda a estratégia de comunicação que era então utilizada por marcas tradicionais e centenárias de roupa interior masculina, transpondo para o segmento a mesma irreverência, agressividade e polémica que cercava a marca desde a sua criação em 1968.
As campanhas masculinas da CALVIN KLEIN provocaram tanto ou mais impacto quanto os anúncios publicitários femininos de anos anteriores. A polémica começou na década de 90 com a sensual sessão fotográfica na qual, na altura rapper e aspirante a actor, Mark Wahlberg exibia o seu tronco tonificado, usando apenas umas básicas cuecas brancas da marca. Mais tarde, já em 2002, um outdoor de quase 20 metros de altura com o modelo australiano Travis Fimmel semi-nu, em plena Oxford Street (Londres), chegou mesmo a ser removido pela Advertising Standards Authority por representar uma suposta ‘ameaça’ ao trânsito local.
Contudo, a verdade é que as campanhas do estilista Calvin Richard Klein quer pelo uso de celebridades, quer pelo cariz sexual que as envolviam, conseguiram transformar uma simples peça do vestuário masculino num autêntico objecto de desejo, luxúria e vaidade.
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[1980] Nothing comes between Me and my Calvins
[1985] Between Love and Madness lies Obsession
[1994] Calvin Klein, or Nothing At All
Muito antes da marca ser protagonista do romance de 1950 de Truman Capote ‘Breakfast at Tiffany´s’ e de Blake Edwards em 1961 produzir o filme baseado no livro, convidando a actriz Audrey Hepburn para desempenhar o papel da irreverente Holly Golightly, uma menina de programa que sonhava casar com um milionário, cuja máxima ‘nothing bad ever happens in Tiffany’s’ nunca ninguém mais esqueceu, já a TIFFANY & CO era reconhecida e admirada.
Fundada em 1837 por Charles Lewis Tiffany e John B. Young, a TIFFANY & CO (na altura ainda Tiffany & Young) rapidamente conquistou Nova Iorque e os hábitos de consumo dos seus habitantes. Presentes de aniversário, anéis de noivados, listas de casamentos e até artigos para bebés eram encomendados na loja.
nicialmente dedicada apenas a produtos de papelaria e artigos de luxo para a casa e escritório, a joelharia da marca apenas ganhou visibilidade quando a empresa confeccionou o colar de pérolas e respectivas braceletes que Mary Todd Lincoln usou na posse de seu marido Abraham Lincoln na presidência americana em 1861.
O prestigio da marca por essa altura já era tão grande que foi convidada a redesenhar o Grande Selo dos Estados Unidos, impresso nas notas de um dólar.. Mais tarde, a TIFFANY & CO. surpreendeu o mundo com um dos maiores e mais raros diamantes amarelos jamais vistos, cortado em 90 facetas e não nas tradicionais 58, de forma a atingir o seu brilho máximo. Baptizado de ‘Tiffany Diamond’ tornou-se o símbolo da arte da joelharia em lapidação e corte de pedras. Hoje em dia, o Tiffany Diamond está exposto no primeiro andar da loja na 5ª Avenida em Nova IORQUE.
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[2007] Blue is the Color of Dreams
[2008] Some Style is Legendary
A famosa e requintada marca francesa HERMÈS, que ficou conhecida mundialmente pela cor laranja, começou a sua história em 1837, quando Thierry Hermès abriu uma loja em Paris, na altura com o nome Caléche (nome que depois daria nome a um dos mais conhecidos perfumes da marca) , onde vendia baús para carruagens, selas, rédeas, estribos, malas, cintos com porta-moedas, botas, luvas e outros acessórios confeccionados em couro.
O principal negócio da empresa era na altura a produção artesanal de peças de couro, contudo a HERMÈS ficou famosa por dois produtos: os lenços de cabeça com motivos equestres e a bolsa de couro em forma de trapézio ‘Kelly’, baptizada com esse nome em homenagem à princesa do Mónaco, Grace Kelly, que jamais se separava da sua bolsa HERMÈS, principalmente nas suas frequentes aparições na conceituada revista Life.
Relativamente às echarpes, desenhadas por artistas conhecidos e integralmente pintados à mão, os lenços seguem um longo processo de fabricação, que pode chegar a 30 meses, e necessitam em média de 24 cores diferentes (existem vários modelos, longos, triangulares e quadrados, mas o mais famoso é o Carré Hermes, de 90×90 cm).
Para a promoção destas peças muito contribuíram celebridades como a rainha Isabel II da Inglaterra, Grace Kelly, Audrey Hepburn, Catherine Deneuve, Jacqueline Onassis e mais recentemente Sharon Stone, Sarah Jessica Parker, Hillary Clinton, Elle Macpherson e Madonna. Mais de 2,5 mil modelos já foram lançados e todos os anos pinturas antigas são reeditadas em edições limitadas.
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[2001] Encounters with the Earth’s Beauty
[2002] It’s All in the Gesture
[2003] Mediterranean Harvest
Eterno símbolo de juventude, o tradicional modelo de cinco bolsos foi criado em 1860 e desde então nunca mais saiu de moda e hoje é considerado o mais poderoso símbolo do estilo de vida norte-americano no planeta. Considerado pela revista Time como “a peça de vestuário do século XX”, JEANS LEVI’S 501 foi e continua a ser um ‘must have’ no guarda-roupa de estrelas de cinema e ícones da música, assim como das mais variadíssimas pessoas ao redor do mundo.
A história da JEANS LEVI’S 501 começa um século antes da famosa calça aparecer no grande ecrã com o actor James Dean. Em 1853, o alemão Loeb Strauss (na altura já naturalizado americano e conhecido pelo nome de Levi) e o seu cunhado David Sten abriram uma pequena loja de tecidos e roupas na cidade de San Francisco, de forma a aproveitar o intenso comércio que a descoberta de ouro na Califórnia potencializou. Nascia assim a Levi Strauss & Company.
Contudo a ideia de criar as famosas calças surge um pouco por acaso quando Levi tenta vender sobras de lona no mercado local como material para tendas ou cobertura de carroças e não consegue, uma vez que os mineiros apenas procuravam algo mais resistente que pudessem utilizar nas minas. Então, decidiu contratar um alfaiate e transformar essa lona em calças, colocando três bolsos fundos para guardar as pepitas e as ferramentas e rebites de cobre nos bolsos para evitar que se rasgassem com facilidade.
Apesar do seu sucesso entre mineiros, agricultores, trabalhadores ferroviários e vaqueiros, muitos reclamavam que as calças poderiam ter uma cor menos opaca, foi então que, no ano de 1860, Levi trocou a lona pelo ‘serge’ da cidade francesa de Nimes (origem da designação ‘denim’, uma evolução do termo ‘de Nimes’), um tecido de algodão resistente e grosseiro destinado à roupa dos escravos negros do Sul, e tingiu-o com índigo. Já 501 era o número do lote de tecido usado para fazer as primeiras peças.
De calça de mineiros e fazendeiros norte-americanos a uniforme do iniciante rock dos anos 50 e dos protestos dos anos 60, as ‘jeans’ acompanharam as principais mudanças do mundo. E tudo graças a LEVI’S.
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[1979] Quality never goes Out of Style. | Levis. Original Jeans. Original People. | Our Models can Beat Up their Models.
[2002] Freedom to move
[2005] The Original
Se pensar em luxo e associa-lo ao segmento de carteiras e malas, certamente que a primeira marca que lhe virá à cabeça é a francesa LOUIS VUITTON. E o segredo do seu sucesso é simples, criar objectos de qualidade em número limitado, criando produtos quase exclusivos que muitas mulheres desejam e poucas conseguem ter.
A história da marca inicia-se na segunda metade do século XIX, mais precisamente em 1851, quando Louis Vitton, um jovem suíço criado em Paris, começou a fabricar malas como aprendiz em França, vindo três anos depois a fundar a MAISON LOUIS VUITTON no centro da capital francesa em plena Place Vendôme. A qualidade dos seus produtos rapidamente despertou inveja dos seus concorrentes e muitos chegaram a imitar as suas criações, contudo o estilista para boicotar as cópias, fazia constantes modificações para garantir a exclusividade e autenticidade das suas peças. Só mais tarde, em 1896 surge o famoso monograma da marca, já patenteado pelo seu filho.
Em 1987, o magnata francês Bernard Arnault comprou a marca da família Vuitton e, com ela, ergueu os pilares do LVMH (Louis Vuitton Moët Henessy), maior conglomerado de marcas de luxo do planeta, que reúne mais de 50 marcas de alto luxo entre roupas, bebidas, perfumes, jóias e relógios, entre outros segmentos.
Relativamente à estratégia de comunicação da marca, a LVMH sempre soube que o glamour de Jennifer Lopez e Scarlett Johanssen não conseguia alcançar completamente o exigente mercado masculino da LOUIS VUITTON. Por esse motivo, a casa francesa contratou em 2007 o ex-presidente russo, Mikhail Gorbachev (em troca de um donativo à sua organização de proteção ao meio ambiente, Green Cross International) para protagonizar uma campanha publicitária de malas de viagem, fotografada pela renomeada Annie Leibovitz. Na imagem, repleta de simbolismo, Gorbachev aparece sentado no banco de trás de uma limusine com uma mala LOUIS VUITTON ao lado, enquanto contempla, com nostalgia, o que resta do muro de Berlim. A forte imagem era complementada pela frase “A journey brings us face to face with ourselves”.
Com esta nova campanha, mais sóbria e realista, a empresa procurava alcançar o mercado masculino e os países emergentes como a China e a Rússia.O enorme sucesso da campanha levou a marca a contratar outras celebridades como os ex-campeões de ténis André Agassi e Steffi Graf, a actriz francesa Catherine Deneuve, o guitarrista dos Rolling Stones, Keith Richards (que possa com a sua guitarra em cima de uma cama em um quarto de hotel onde lenços negros com desenhos de caveiras escurecem a luz de uma lâmpada decorada com caveiras), o actor Sean Connery (fotografado perto de sua casa nas Bahamas) e a família Coppola.
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[2007] It’s there any Greater Journey than Love?>
A journey brings us face to face with ourselves
Sometimes, Home is Just a Feeling
Os óculos RAY-BAN tornaram-se um clássico de moda e fizeram história em cada uma das gerações que percorreram. Desde a sua criação até os dias de hoje, as reedições dos modelos clássicos da marca agradaram a vários os estilos, agregando características como masculinidade, feminilidade, urbanismo e elegância. De Matthew McConaughey e Penelope Cruz à Tom Cruise e Alyssa Milano, os óculos RAY-BAN rapidamente caíram no gosto das celebridades e de todo o mundo.
A sua origem data da década de 20, quando a indústria de aviação crescia rapidamente e os países ricos investiam de forma maciça no desenvolvimento de aviões para fins militares. As aeronaves eram cada vez mais sofisticadas, mas os pilotos queixavam-se da intensa claridade em altas altitudes. Foi então que a Força Aérea norte-americana, para solucionar os problemas resultantes dos graves problemas de visibilidade em virtude dos raios UV, encomendou à Bausch & Lomb (primeira empresa óptica americana fundada em 1849 por J.J. Bausch e H. Lomb) a produção de uma protecção ocular para os seus pilotos de caça.
Depois de dez anos de pesquisas intensas, a empresa óptica apresentou, inspirada nas primeiras máscaras criadas para pilotos de avião, os óculos ANTI-GLARE AVIATOR de lentes verdes de um cristal especial, que reflectiam e bloqueavam um alto percentual de luz visível, assim como os raios ultravioletas e os raios infravermelhos. Contudo e apesar de rapidamente constituir-se como um acessório obrigatório do uniforme militar, somente no ano de 1937, é que a novidade ganhou o nome de RAY-BAN e começou a ser comercializada na sua versão civil, baptizada de RAY-BAN AVIATOR, com lentes verde-escuras e armação dourada. Os óculos foram assim baptizados pois reduziam a incidência de raios UV nos olhos, ou seja, baniam os raios (em inglês ‘ray-banner’).
Em 2006, a RAY-BAN lançou em mais de 20 países a campanha publicitária “Never Hide”, composta por fotografias em preto em branco de pessoas comuns em situações quotidianas. A campanha foi apresentada com grande impacto numa acção publicitária inédita: colocou os rostos dos seus consumidores em enormes ecrãs electrónicos na badalada Times Square (Nova Iorque). Pessoas de todas as partes do mundo puderam fazer upload das suas fotos usando óculos RAY-BAN através do site da marca, e após uma selecção inicial, cada imagem era exibida por 15 segundos. Desde então, fotos de todas as imagens seleccionadas e projectadas estão disponíveis para download no site da RAY-BAN.
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[2003] Me and my Ray-Ban
[2004] Empower your Vision
[2005] Change your VIEW
[2006] Never Hide
A história do famoso POLO LACOSTE, hoje referência em todo o mundo, começa em 1927 quando o tenista René Lacoste, de forma a melhorar o equipamento utilizado nos campos de ténis pelos seus praticantes, criou uma camisa mais curta do que as existentes na época, com mangas curtas e golas estruturadas, num tecido mais refrigerado de forma a absorver o suor.
O uniforme inusitado apareceu pela primeira vez no Torneio Aberto dos Estados Unidos. Contudo, a marca LACOSTE apenas surgiu em 1933 quando René e André Gillier, proprietário da maior companhia francesa de malhas da época, decidiram fundar uma sociedade destinada a fabricar e comercializar a camisa pólo bordada com o logótipo – crocodilo – que o jogador tinha criado para seu uso pessoal sobre os terrenos de ténis, bem como de um certo número de outros modelos de camisas concebidas para ténis, golfe e os outros desportos marítimos. O crocodilo esse, que teve origem no apelido de ‘Alligator’ que o próprio René recebeu da imprensa americana após vencer uma aposta com o capitão da equipa francesa de ténis na qual o prémio era uma mala feita de couro do animal. Foi a primeira vez que uma marca estampou a sua etiqueta do lado de fora da roupa, tornando o logótipo visível. Uma ideia que persiste até aos dias de hoje.
Até 1950, o POLO LACOSTE foi produzido apenas na cor branca, mas actualmente está disponível em mais de 50 cores, tornando-se num verdadeiro símbolo de elegância e qualidade nos ambientes mais refinados de todo o mundo. As suas características de conforto e resistência continuam a fazer do POLO LACOSTE um produto diferente e único.
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[2008] Un peu d’air sur terre – A little air on earth
Let’s Reinvent the Game
Lacoste – As You’ve Never Seen It
ROLEX é mais do que uma marca de relógios de pulso e acessórios suíços, é hoje um dos símbolos de status social mais conhecidos e cobiçados por homens à volta do mundo. A história da marca inicia-se em 1905 com o nascimento da empresa Wilsdorf & Davis, fundada por Hans Wilsdorf e pelo seu cunhado Alfred Davis. Sediada em Londres, a empresa importava, montava e distribuía relógios com mecanismos suíços.
O grande sucesso da empresa teve início com decisão tomada por Wilsdorf, no ano seguinte, em especializar-se somente em relógios de pulso, um mercado emergente naquela época. Por ser de fácil pronúncia em todos os países da Europa e curto o suficiente para se adequar a um visor de relógio, somente em 1908 o nome ROLEX foi adoptado. A escolha do nome foi arbitrária, não existe qualquer significado particular para o termo, sendo contudo a primeira marca a utilizar o sufixo “ex”.
Entre as inovações da empresa, figuram o primeiro relógio automático de corda, a primeira caixa de relógio à prova de água, o primeiro relógio de pulso com data no visor, o primeiro relógio a mostrar simultaneamente dois fusos horários e o modelo que sobreviveu e continuou a marcar as horas correctamente depois de descer a 11 mil metros de profundidade na Fossa das Marianas, instalado num submarino.
A ROLEX SA possui três linhas distintas de relógios, ROLEX, TUDOR e CELLINE, mas o modelo mais cobiçado é o DAYTONA em aço inoxidável, célebre por ter sido usado pelo actor Paul Newman no final dos anos 60a, cuja lista de espera pode ir de três a sete anos e há rumores de que coleccionadores chegam a pagar até 15.000 € para ter o privilégio de ser dono deste relógio exclusivo.
A estratégia de comunicação da marca, dado a sua forte ligação com o desporto, é baseada sobretudo em patrocínios a eventos desportivos, na associação com artes clássicas e no reconhecimento de pessoas apaixonadas por aventura, utilizando isso como uma potente ferramenta de marketing.
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[1940] The Masterpiece of Watch Craftsmanship
[1950] The large ones of the World
The Crown Of Achievement
A Crown For Every Achievement
Em 1916, a revista Harper´s Bazaar afirmou que “a mulher que não tem pelo menos um tailleur Chanel está irremediavelmente fora da moda”, hoje em 2009 essa máxima ainda não foi alterada e o estilo criado pela estilista francesa Gabrielle Chanel continua a marcar a moda em todo o mundo.
Para contar um pouco da história da marca CHANEL é imprescindível conhecer um pouco da vida de sua criadora. A estilista francesa, que se tornou símbolo de uma revolução nos costumes e na postura da mulher no cenário social, adquiriu a elegância e simplicidade como formas de sobrevivência. A sua carreira como estilista começa em 1910 quando ela abre uma chapearia em Paris.
O estilo simples, sem grandes adornos de flores, encantou as parisienses que frequentavam o jóquei clube da cidade. ‘Quem é aquela mulher de trajes simplistas, com misturas ousadas entre as vestes femininas e masculinas?’ A partir desse momento, Chanel decidiu dedicar-se à costura. Assim, inaugura duas lojas em cidades litorais, em Deauville no ano de 1913 e em Biarritz dois anos mais tarde. Nesses locais, Chanel passa a vender roupas inspiradas na vida costeira e surgem peças feitas de malha e jersey, bastante confortáveis e de inspiração no guarda-roupa masculino, uma de suas principais referências.
Os primeiros tailleurs confeccionados eram confeccionados jersey e compostos por uma saia até os tornozelos, um casaco de três quartos e uma faixa na cintura. O modelo foi ganhando novas versões e até hoje nunca deixou de integrar as posteriores colecções apresentadas pela marca, já depois da morte da estilista em 1971, sob o comando do estilista Karl Lagerfeld. O estilo clássico criado por mademoiselle Chanel, revitalizado depois por Lagerfeld, atravessou o século XX e tornou-se intemporal.
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[1979] I am made of blue sky and golden light, and I will feel this way forever … Share the Fantasy
[1990] Egoïste pour l’Homme
[1992] Coco, l’Esprit de Chanel
Outra peça copiada até à exaustão em todo o mundo surgiu no começo do século XX – o TRENCH-COAT BURBERRY. Tudo começou em 1856, quando Thomas Burberry, um aprendiz de vendedor de tecidos de 21 anos abriu uma pequena loja de roupas em Basingstoke, Hampshire (Inglaterra) e decidiu desenvolver, anos mais tarde, um tecido impermeável, baptizado de gabardine para capas de chuva. O tecido impermeável, macio e chique enquadrou-se na perfeição na chuvosa Inglaterra e ainda era usado como opção para o lazer no campo e no mar, tão comum entre a aristocracia local.
Devido à praticidade do gabardine, em 1895, Thomas foi chamado pelo exército britânico para desenvolver o casaco que seria o antecessor do trench-coat (casaco de trincheira) para os oficiais, que espalhou-se pelo mundo após a Primeira Guerra Mundial. O modelo passou a ser usado nas ruas e tornou-se cada vez mais popular. O tradicional tecido xadrez (bege, preto, vermelho e branco) da marca, lançado nos anos 20 e usado nos forro dos casacos, é outra marca registrada da Burberry. O padrão xadrez foi ganhando mais espaço e hoje está presente em roupas e acessórios da marca, como cachecóis e bolsas.
O TRENCH-COAT BURBERRY ainda é uma peça de destaque nas colecções da marca, actualmente desenhadas pelo estilista inglês Christopher Bailey.
Referências
ModaTerra.com
MundodasMarcas.com
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Tags: Anúncios, Brands, Moda, Publicidade
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