Pablo Picasso, o primeiro artista vivo a ser exposto no Museu do Louvre (França), influenciou o mundo artístico de uma forma única e bastante original. Isto por que foi o próprio o autor da famosa frase ‘good artists copy, great artists steal’, em português, ‘bons artistas copiam, grandes artistas roubam’. Mais recentemente, Bill Gates (Microsoft) e Steve Jobs (Apple), no filme Piratas do Vale do Silício, reafirmaram a citação de Picasso ao dizer ‘os mais inteligentes copiam, só os génios roubam’. Mas porquê? O que os terá levado a proferir tais citações? E qual o seu real significado?
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Se pesquisar no Google estas citações certamente vai encontrar diferentes opiniões e várias interpretações plausíveis para elas, contudo não pretendo com este post abordá-las a todas com exaustão, apenas vou centrar-me numa delas. Para melhor entender o meu ponto de vista, segmentei-a em 3 níveis de design (claro que não são os únicos níveis de design que existem, mas são aqueles que podem ajudá-lo a aperfeiçoar a sua técnica no que respeita aos actos de ‘copiar’ e ‘roubar’ )
[Nivel 1] Copie, não crie
Eu sou apologista de optar pela originalidade sempre que possível, mas para um designer em início de carreira é preferível copiar trabalhos bem sucedidos de outros designers.
Gerry McGovern, mestre do copywriting, diz-nos o mesmo mas ao referir-se a escritores. ”Um dos truques mais simples que escritores profissionais adquirem pode em muito facilitar o processo de criação: procure um modelo do tipo de artigo que pretende fazer, para depois dissecá-lo, analisá-lo e finalmente copiá-lo… Escritores em início de profissão geralmente cometem 2 erros: acreditam que precisam de ser originais a 100% e que é necessário esperar pelo tal momento de ‘inspiração’. Neste caso, aprenda com os ‘pros’ – para os mais diversos tipos de escrita, as palavras originalidade e inspiração estão esgotadas.”
Se substituir os termos “escritores” e “escrita” na citação de Gerry por “designers” e “design”, a mensagem será a mesma: copie, não crie.
Surpreendentemente, existe um efeito positivo no acto de ‘copiar’: a chamada convenção ou norma. Ou seja, ao construir nos mesmos moldes de layouts já existentes, um designer consegue que o consumidor final tenha uma certa familiaridade e intuitividade com o seu projecto, que no caso do web design traduz-se numa melhor navegabilidade. Não é por acaso que o site da BarnesAndNoble.com e o da Amazon.com têm estruturas de navegação similares.
Por outro lado, enquanto designer raramente terá o luxo de Miguel Ângelo em dispor de 4 longos anos até concluir o tecto da Capela Sistina, muitas vezes apenas terá quatro meses – mais provavelmente, quatro semanas. E, num ambiente artístico tão comercial como o web design, a cópia é um recurso quase obrigatório, dadas as restrições de tempo (deadline) e os limites orçamentais..
Exemplo: IDI GLOBAL INC / NIKE Canada

O design final do site da Array resulta de um layout que nunca chegou a ser utilizado – o layout do site da QuickBuilder. Criado há alguns anos atrás por Cameron Moll, nunca passou do chamado estado de concepção(repare nos textos e na marca de agua nos componentes gráficos).
Em vez de começar do zero com o site da Array, Moll optou por utilizar objectos não utilizados a partir da concepção do QuicksiteBuilder. O estilo criado pela inclusão da fotografia de uma mulher, pelo género de título e sub-título e pela escolha de três colunas de ‘headlines’ foram um resultado directo de um roubo pessoal.

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Filed under: Artigo, Design Gráfico, Logotipo, web design | 1 Comment
Tags: Artigo, Inspiração, Logotipo, Principios Design
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muitoooo BOMMMM