Falando em formatos gráficos para páginas web, são por norma utilizados os ficheiros GIF, JPEG e PNG. Mas qual a diferença entre eles? E quando os devo utilizar? Infelizmente não existe uma resposta simples e directa para essa pergunta. A resposta depende sobretudo do tamanho e da resolução das imagens que pretendemos usar, contudo, existem certas diferenças que devem ser levadas em consideração.
* *
GIF
O formato foi introduzido em 1987 pela CompuServe com o propósito de fornecer um formato de imagem a cores para as suas áreas de descarga de ficheiros, em substituição do formato anterior, RLE, que era apenas a preto e branco.
O GIF (Graphics Interchange Format) tornou-se popular porque utilizava compressão de dados LZW, mais eficiente que o run-length encoding usado por formatos como o PCX e o MacPaint, o que permitia que imagens relativamente grandes fossem baixadas num tempo razoável, mesmo com modems muito lentos.
Outro factor que contribuiu para popularização do GIF foi a possibilidade deste de criar pequenas animações – os designados GIFs Animados, que não são mais do que várias várias imagens compactadas numa só.
No entanto, este formato possui uma paleta limitada de cores (256 no máximo), impedindo o seu uso prático na compactação de fotografias.
[Transparência] Uma dos pontos fortes do GIF é que este formato suporta transparência, ou seja, permite que um designer gráfico possa definir o fundo de uma imagem como transparente. Isto significa que se colocar um GIF transparente numa tabela amarela, a cor de fundo desse GIF será o amarelo. Contudo, este formato não suporta transparência em níveis diferentes, os chamados canais alpha.
[Entrelaçamento ou Interlacing] A opção de interlacing num arquivo GIF cria a ilusão de um mais rápido carregamento das imagens. O que acontece é que uma imagem é apresentada num browser em várias etapas. Na primeira fase, a imagem aparecerá difusa e embaçada, mas à medida que mais informação é descarregado a partir do servidor, a imagem torna-se mais definida até ser completamente baixada. É importante notar os ficheiros GIF com entrelaçamento geralmente são um pouco maiores do que os que não têm essa funcionalidade activa, por isso só deve usar esta opção quando for realmente necessária.
Mas quando usar o formato GIF? Geralmente, os arquivos GIF devem ser usados para logotipos, ícones ou imagens simples. Evite usá-lo em fotografias ou imagens complexas, bastante detalhadas e cheias de cor. Quando estiver projectando ficheiros GIF, evite usar gradientes e desactive o anti-aliasing, sempre que possível para reduzir o tamanho do arquivo. No futuro é muito provável que o formato GIF deva aposentar-se, visto que actualmente está a ser substituido, mesmo nas animações mais pequenas, pelo mais eficiente Flash.
JPEG
Desenvolvido por Eric Hamilton, engenheiro da C-Cube Microsystems, o formato JPEG (Joint Photographic Experts Group) suporta trabalhar com esquema de cores de até 24 bits, ou seja, 16,8 milhões de cores, por isso a sua utilização é recomendada principalmente em imagens fotográficas ou gráficos complexos.
O algoritmo de compressão interna do formato JPEG, ao contrário do formato GIF, realmente ‘perde’ alguma informação. Dependendo das configurações que usar, essa perda de informação pode ou não ser visível a olho nu.
Algo interessante no formato JPEG é que aceita diferentes níveis de compressão, quanto maior a compressão menor a fidelidade com a imagem original, ou seja, perde-se em qualidade, porém o arquivo resultante é substancialmente menor. Lembrem-se, que uma desvantagem do JPEG é que a imagem normalmente perde qualidade a cada vez que o arquivo é salvo – por isso guarde sempre o ficheiro original.
[JPEG Progressivo] Qualquer arquivo JPEG pode ser guardada como um JPEG Progressivo. Este formato assemelha-se ao GIF com entrelaçamento, uma vez que apresenta uma baixa qualidade de imagem para o visitante numa primeira instância e gradualmente vai melhorando-a.
Mas quando usar o formato JPEG? O JPEG é um formato interessante e bastante recomendado para exibir fotografias, por permitir controlar melhor a qualidade final desejada, mas pouco indicado para composição de layouts por não ter suporte a transparência.
PNG
O terceiro e mais novo formato de imagem suportado pela Web é o PNG (Portable Network Graphics).
O PNG (pronunciado PING) foi criado em 1996 como forma de evitar a possível cobrança de ‘royalties’ por parte da Unisys detentora dos direitos do formato GIF. O PNG tinha como objectivo inicial ser um GIF melhorado e de facto o é, possui suporte a transparência mas melhorado, em diversos níveis, com suporte ao canal alpha e ainda a entrelaçamento e, tal como o JPEG, trabalha a 24bits ou 16,8 milhões de cores, porém com um algoritmo de compressão mais eficiente, e que não proporciona perda de qualidade a cada vez que é salvo o arquivo.
Deve estar a interrogar-se porque é que o PNG, com todas estas qualidades, existindo desde 1996, ainda não é muito usado? A reposta é simples – Internet Explorer. O browser da Microsoft não trabalha correctamente com PNG, e como sempre foi o navegador mais utilizado, travou em muito o seu progresso. Existem códigos que simulam o canal alpha que o IE6 não consegue interpretar no PNG, porém nenhum garante 100% de eficácia e, na sua maioria, são bastante complicados de implementar.
O Internet Explorer a partir da versão 7 já é compativel com o PNG, porém, até que o mesmo substitua devidamente o seu antecessor ou outro navegador o faça, como Firefox por exemplo, temos que contentar-nos com a perda de qualidade do GIF para transparência ou com códigos que tentem quebrar a deficiência deste navegador.
[Resumo] É importante frisar que existem vários outros tipos de formatos para imagens, cada um com características e finalidades diferentes. Mas não há dúvidas de que se for utilizar alguma imagem na internet, os formatos indicados neste artigo são os ideais, por que são compatíveis com uma infinidade de programas, independentemente do sistema operacional que for utilizar.
Referências
Sitepoint